Blog de eduardogcardozo


11/10/2008


Noites de Veneza

 

I

 

Amor, canto aqui os meus sonhos,

que com ternura, expresso o mais perfeito sentimento

existente por ti.

 

Canto os beijos e carícias trocados corpo a corpo;

canto as rosas e as estrelas, adimiradas olho a olho...

Canto o desejo ardente do consumo e do prazer,

Ângulos, perímetros, longitude e latitude;

graus...

Físicas e químicas do teu ser...

 

...o vento que sopra e refresca teu rosto,

a água que te banha suavemete.

Canto as tuas mãos que pelo meu corpo desliza,

e pelo afeto percorre caminhos,

selando destinos,

semeando sentimentos.

 

Canto os passos dados (lado a lado)

de nascermos e crescermos;

sorrimos e chorarmos,

a entrega total, envelhecer.

 

Canto a fonte inesgotável de inspiração,

o que me afaga e me sacia.

Canto o amor, a beleza e exatidão com que se contemplam nossas almas.

Canto o que me pertence, minha alma e um coração.

Canto o que te pertence, a oferenda em ti depositada;

oxalá, fosse loucura,

canto em ti minha vida.

 

II

 

Já não sei ao certo em que vaso plantar meus sonhos.

Meu canto ecoa no universo, mas quem poderia ouvi-lo?

Eu viajo pelo labirinto da tal ignorância

que faz de mim inseguro e deprimente.

 

Onde há um lugar que eu possa encostar minha cabeça

e contigo sonhar sem medo?

A dor faz de mim um tolo,

e viciado em teus beijos não saberia viver.

 

Não me repila, acolha-me.

Não me magoe, acaricia-me.

Não me odeie, ama-me.

Mas contudo, não sinta pena de mim.

Humilhado eu me sentiria,

Desprezível eu me tornaria.

 

Quero descansar, e sentir a paz que teu olhar faz nascer,

e sob estes repousam meus sentimentos sobre as pautas quentes

que afagam minhas dores.

 

Em ti, esperando a vida;

e em nós, ressurgir do amor.

 

 

Eduardo Gomes Cardozo

Rio de Janeiro, 06 de janeiro de 2001.

01:45

Escrito por eduardogcardozo às 15h07
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19/08/2008


Don’t Cry For Me

 

Vai casar-te com tua ignorância

No infinito da tua imprudência.

Vai, isola-te de mim,

E leva contigo o punhal da desilusão,

E não me faça mais sofrer.

 

Vai, e traça teu horizonte

Com o sangue negro

Derramado por minha alma

Do amor por ti falecido.

 

Vai aquecer-se em tuas colinas,

Com os pombos famintos por grãos.

Tudo é relativo, porém,

Possui seu tempo certo.

E é cortante como navalha,

E tardante como a justiça.

 

E os reis da Terra prostrarão-se diante de ti,

E te adorarão.

E estarás certa do teu destino,

Pela vaidade derrotada.

 

Vai, e abandona o meu coração.

Quero ver surgir das trevas uma aurora radiante,

E um amor em ascenção.

 

Eduardo Gomes Cardozo

Rio de Janeiro, 18 de janeiro de 1998.

13:10

Escrito por eduardogcardozo às 13h30
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15/08/2008


♪VOCÊ ME FAZ SONHAR E ACORDAR FLUTUANDO NO CÉU♪    

Desejo Sonhar

 

Voar nos braços do vento

E tocar teu corpo

Como a brisa beija a rosa.

 

Despontar em teu peito

O amor nascente feito aurora,

Que consome meu peito

Como fogo de paixão.

 

Fazer-te brilhar como a estrela vespetina,

No breu de um sentimento utópico ao meu coração.

Para ser o mais importante desejo,

Para ser a chama cálida do amor.

 

Sonhar,

E nas dunas da imaginação acordar teu por inteiro,

Ao consolar-me um beijo teu.

 

Eduardo Gomes Cardozo

Rio de Janeiro, 15 de março de 1999.

                                                                                                                                                 01:23

Escrito por eduardogcardozo às 14h35
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10/08/2008


 

Bem-Aventurado

 

Bem-Aventurado o fruto do amor.

Som da pureza em esplendor.

Serei teu poeta maior.

Linda obra de Deus.

Criatura e criador.

 

Bem-Aventurado o que brilha como o sol.

Semente a germinar no relicário deste amor.

És a força que move os astros do céu.

Quem como Deus?

Meu pequeno vencedor.

 

Meu perfume angelical,

Presente que uma estrela me concedeu.

Coração que bate no ventre de uma flor.

 

Deixa eu te fazer rei no trono dos braços meus,

E acalmar os teus soluços, e engatinhar nos passos teus.

Tens meu futuro em suas pequeninas mãos.

 

Filho do Sol.

Meu astro rei.

 

Filho do Sol.

Meu astro rei.

 

Bem-Aventurado...

 

Eduardo Gomes Cardozo

Duque de Caxias, 04 de outubro de 2006.

 

(Para o meu filho, Hiago Miguel, todo o meu verdadeiro e mais profundo amor. Obrigado por você existir,e por fazer de mim o pai mais feliz deste mundo).

Escrito por eduardogcardozo às 23h59
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07/08/2008


Bem mais, querer-te...

 

Bem mais querer-te, na noite serena.

Com um desejo ardente, possuir-te como amante,

E explorar-te por inteira.

 

Sentir o néctar do mais puro amor

É ter-te em meus braços,

E seduzir-te por inteira,

Como a sereia seduz o navegante.

Bem mais que um desejo,

Provar do toque macio dos teus lábios.

 

É acordar tendo o teu corpo ao meu lado,

Suado e ofegante de uma noite de amor,

Sem sentir o vazio da saudade,

Mas feliz com a virilidade da amante.

 

E ver o sol tocar-te de leve na face,

E não mais ver a essência angelical do teu sono.

 

Bem mais, querer-te,

Fazer-te mulher em meu corpo,

Fazer derramar de ti o sangue viril

Da primeira noite.

Bem mais, querer-te, amar-te mais.

 

Eduardo Gomes Cardozo

Rio de Janeiro,26 de novembro de 1998.

01:47

Escrito por eduardogcardozo às 13h41
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30/07/2008


O Baile

 

Te vi pela fresta da porta, era festa, e dançavas no meio do salão.

Quis te fazer minha porta-bandeira. Tu, pisavas suavemente pelo chão.

Entrei, e com uma máscara de papel marchê, peguei tua mão, e aos cumprimentos de um cavalheiro a beijei.

Senti teu perfume, e rapidamente mirei teus olhos.

Você sorriu pra mim como quem me desejava.

Minha respiração esteve ofegante por um momento, mas me olhou como quem ousaria mais.

Me deu as costas, seguiu em direção a porta.

Senti-me em um grande vácuo, só, de pé, em meio a um grande salão de mármore, entre amantes bailantes incapazes de perceberem o que estava se passando.

Contemplei teu caminhar como quem contempla os astros do céu, e pensei:

" A perdi,ousei demais..."

De repente, encerraste teus passos, abraças-te o cavalete da porta e sussurras-te: "Vem."

Seguido de um sorriso revelador e seguiu adiante.

Deixei que minha máscara caísse naquele chão frio, e fui, sem pestanejar.

O jardim era imenso, mas o clarão da lua me apontava tua direção.

E fui, rumo ao desconhecido.

Corri, te segurei pelo braço, e você se virou, se apoiando em meu peito.

Fitava-me um olhar de anjo, inocente e ameaçador. Não ousei temer-te.

Beijei tua boca, como quem saboreava o melhor vinho, e quis mais.

Tocou-me os lábios com o dedo, me pedindo segredo, e sorriu. Se afastou por dois passos e correu, fui atrás.

Te encontrei escondida sob um carvalho, e joguei meu corpo de encontro ao seu, e a beijei, agora por definitivo.

Senti a fúria do desejo que nos consumia; puxavas meu cabelo, eu beijava teu pescoço. Loucos, mas um só, o tempo parou ali, enquanto, naquela Casa Grande, os convidados em júbilos esqueceram-se de nós. E estavamos ali, nús, suados, ofegantes, embriagados de amor e prazer.

Eu te possuia, e deixas-te ser possuida. Te amei mais que pude, você se deixou ser amada.

Fizes-te do meu meu corpo o lençol que te cobria, e fiz do teu corpo meu leito de repouso.

Horas a fio, nossos gozos nos revelaram amantes, puros e sem pecados. Já não havia o certo e o errado.

E quando não tinhamos mais forças,  repousamos naquela campina, embaixo daquela árvore, com a lua por testemunha.

Adormeci, e quando despertei não estavas mais lá.

Deixas-te apenas um bilhete revelando-me seu nome; o nome da mulher a qual seguirei pela eternidade dos séculos, por meu coração entregar.

 

Eduardo Gomes Cardozo

Curitiba, 30 de julho de 2008.

12:11

 

Escrito por eduardogcardozo às 13h49
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29/07/2008


Águas Profundas

 

Águas profundas, o que me tens?

Qual a tua oferta?

Por que me seduz?

Teu olhar é um convite,

e quero me aprofundar em ti.

 

Vou içar minhas velas e singrar teu corpo,

mergulhar em teu suor

e me banhar de ti.

 

Águas profundas, porque te quero?

Quero em teu azul colorir minha vida,

quero me afogar e padecer no teu coração.

Quero aportar nos cais dos teus braços,

e deixar o sol se pôr nos teus horizontes.

 

Lá, sem bússola,

ficar à deriva, e me encontar

em tuas ondas.

 

Águas profundas, és calmaria em minhas tempestades.

Sou uma ilha no oceano dos teus amores.

Me leva sem direção.

Me lança a sorte que quiseres.

Já estou entregue e não mais

remarei contra ti.

 

Águas profundas, sou um náufrago

a mercê de tuas graças.

 

Eduardo Gomes Cardozo

Curitiba, 29 de julho de 2008.

14:00

Escrito por eduardogcardozo às 16h10
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28/07/2008


Camponesa

 

Vens com teus cestos de encantos

passear nas verdes campinas,

que daqui te contemplo,

linda camponesa.

 

Vens.

Fazes tu estas campinas em flores,

e crescer as ervas e o canavial.

 

Vens.

E encha meu olhar de paixão.

Daqui te contemplo como quem adimira

a obra perfeita de Deus.

Ser perfeito na carne e no amor.

 

Louco de desejo anseio por ti,

enquanto adimiro teu caminhar.

Teus passos são passos de anjos

nas nuvens do céu.

Tua pele é o lumiar da lua

nos campos que floristes.

 

Vens.

E seja o melhor vinho da adega dos deuses,

e sopra sobre mim teus perfumes,

tua magia.

 

Me encanta para ti.

Me fazes teu homem nos meus sonhos.

Sejas minha só por este momento,

que a eternidade ousa começar

e se encerrar no teu corpo,

e não te vá ainda.

Sucumbe meu espírito no pecado do corpo e da alma.

 

Vens.

E encha minhas marés com tuas carícias,

linda camponesa.

Sejas tu a deusa no templo dos meus sonhos,

Me explora por todo,

enraize os meus poros.

 

Organize meus oceanos,

e depois, no fim,

repouse minha cabeça no teu peito,

e deixe que eu morra de amores por ti.

 

Eduardo Gomes Cardozo

Curitiba, 27 de julho de 2008.

22:53

Escrito por eduardogcardozo às 17h07
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27/07/2008


Se Tarde...

 

Se tarde desejei amar a ti, donzela,

foi porque nunca te vi

caminhar em minhas veredas;

foi porque eu nunca vi o céu

mais anil sobre tua cabeça;

foi porque  nunca senti a brisa

me beijar quando tua presença

se fazia presente em meu olhar.

 

Se tarde desejei te possuir, donzela,

foi porque insano eu fui

ao escrever meu nome em

árvores secas,

e não juntei suas folhas;

foi porque eu ouvia canções das sereias

que me encantavam

e me adormeciam em leitos profundos,

frios e sombrios,

mas que nunca amei.

 

Se tarde desejei, foi tarde,

e jamais sentirei,

a doçura dos beijos da bela moça

que flutua agora em minhas campinas,

e repousas em véus de sol

sob as sombras das árvores secas

que confiei meu nome.

E no meu leito, frio e vazio,

sonho, louvo, o desejo que nunca será,

que nunca terei,

a quem não vi passar,

a quem se deixou amar.

 

Eduardo Gomes Cardozo

Curitiba, 26 de julho de 2008.

16:40

 

 

Escrito por eduardogcardozo às 18h13
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26/07/2008


Soneto de um suicida

 

Se o fogo que a mim consome

Em ti causa espanto;

Tamanha é minha dor,

Perdoa-me meu amor.

 

Se o meu maior desejo

Me condena e sentencia;

Sou um pecador,

Me perdoe, amor!

 

A ti me ofereço em holocausto;

Meu sangue, que banhe minha carne

Jorrado de meus punhos, longe dos meus braços.

 

Pois não és digna de sofrer,

Ao exílio sacrifico-me pela perpétua absolvição;

Perdoa-me amor, perdoe o caração.

 

 

Eduardo Gomes Cardozo

Rio de janeiro,08 de dezembro de 2000.

00:47

 

Escrito por eduardogcardozo às 16h11
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25/07/2008


Amando

 

Amando...

Se vive novamente a sina:

Amando!

O estado fluvial da alma de um poeta

Que nas pautas de uma

Folha trancreveu-se.

 

Amando...

Perdido estava este

Em seu deserto que em veredas tranformou-se;

E as trevas de sua alma

Verteram-se em luz.

 

Há claridade em sua sela agora,

Pois se vive novamente um fato:

-Amando!

 

E se amando aprende-se a amar;

E se vivendo aprende-se a viver

O amor, a vida.

 

Amando...

Descobriu-se amando um coração.

As virtudes e os passos contados

Se perderam no momento;

E no momento em que se via andando em círculos

Veio a tona a luz da verdade.

 

Amando o coração está:

-Amanda!

 

 

 

Eduardo Gomes Cardozo

Rio de janeiro,20 de agosto de 1999.

23:11

Escrito por eduardogcardozo às 17h43
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24/07/2008


Dor

 

Voou no vento a tua voz

E deixastes o silêncio sobre o domínio do meu mundo.

 

Ficaram breves momentos de recordações

Das nossas vidas;

Ficou uma ferida causada pela tua partida.

 

Foi em vão toda lágrima derramada

De dor e sofrimento.

Também ficou a incerteza de uma vida reluzida

Pelo amor por ti negado;

E a saudade que no momento afaga o meu peito

Fere mais e mais.

 

E quanto mais tento te esquecer,

Mais calejo o meu flagelo,

Meu fardo triste de vida, toda uma sina.

 

Por tudo, eu choro a tua ida,

Com uma esperança incerta

Do teu regresso ao meu coração.

 

Eduardo Gomes Cardozo

Rio de janeiro,29 de junho de 1998.

20:09

 

Escrito por eduardogcardozo às 17h07
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23/07/2008


Crepúsculo

E as asas da escuridão noturna
Assolam meu espírito,
Transportando meu corpo
Para onde só há sangue e lágrima.

Talvez seja uma prece da noite
Que me açoita e me corta a alma
Com espadas de fogo e brasas de incensos.

Talvez seja o alívio que meu corpo tanto clamou,
Que minha língua desejou.

Todo esse sofrimento deixou-me exausto,
E agora,
Vagando por ruas escuras,
Perco-me em meu breu interior,
Sem saber que rumo tomar,
Ou por onde recomeçar.

Minhas lágrimas serão para sempre as minhas preces,
A minha dor, o meu refúgio;
O vazio... O que restou.
E o que restou?
Apenas sangrando um coração doente, ferido,
E repousando na eternidade da solidão.

Eduardo Gomes Cardozo
Rio de Janeiro, 13 de novembro de 1998.
01:40





Escrito por eduardogcardozo às 20h45
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22/07/2008


Danúbio

 

Os teus demônios me atordoaram a noite;

Não dormi.

 

Senti-me vazio,

E um medo sombrio envolveu minha alma.

A solidão.

 

Um gemido de horror veio consolar,

E um frio,

Calafrios em meu corpo,

Me fizeram suspirar

Meu medo, meu vazio.

 

E diante de uma lembrança me calo,

E calado louvo o futuro que não veio,

Um dia que não passou.

 

Quem sabe um dia,

Nunca um adeus.

 

 

Eduardo Gomes Cardozo

Rio de janeiro,27 de abril de 1999.

20:03


 

Escrito por eduardogcardozo às 19h37
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21/07/2008


 

Menestrel de Luz

Caminhando aos passos
da escuridão noturna,
lá vem ele, era ele,
em seus passos a cantar.
A juventude estampada
num rosto velho e cansado.
Lá vem ele, era ele,
Menestrel de Luz.

Boa tarde sinhá, boa tarde meu sinhô...
Caminhando ia cantando
as marcas fortes de uma vida,
tão sofrida, tão distinta.
De seu lar ele migrou.
Lá vem ele, era ele,
Menestrel de luz.

E do que se faz um homem de bem?
O que ele tem para oferecer?
Numa sacola migalhas de pão,
e um imenso coração a cantar.

Salve..., salve...
De onde vens, Menestrel de Luz?
"-A semente plantada pelo homem,
é o que nasce no coração de Deus."

E ser livre era o seu ofício,
do céu um teto pra dormir.
Nada mais importaria
se pra cantar ele nasceu...

...Cresceu, deu frutos e viveu,
e em seus passos brotaram luz.
Vinha ele, era ele,
Menestrel de Luz.

Eduardo Gomes Cardozo
Rio de Janeiro, 29 de março de 2007.
16:57

Escrito por eduardogcardozo às 20h23
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BRASIL, Sudeste, DUQUE DE CAXIAS, PARQUE PAULICEIA, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, Spanish, Música, Gastronomia, Sou um poço de mistérios,sou escorpião.
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